Resenhas dos shows do Rio e São Paulo no Universo do Rock.


O My Chemical Romance já foi embora do nosso país,mas mesmo assim,vários sites ainda estão postando resenhas dos shows ocorridos na semana passada.O site Universo Rock colocou no ar reviews sobre os show do Rio e de São Paulo e vocês pode conferi-los clicando no links a seguir:


Resenha do Rio de Janeiro by Michelle Azevedo

Resenha de São Paulo by Giu Furlan
Posted on 28 Feb 2008 by bullet-hotsite
Reviews Rio de Janeiro, Reviews São Paulo
Mais uma Review Do Rio


Essa review Foi feito pela Daniele Arcanjo:

Eu cheguei lá às 11 da manhã e já tinha pelo menos umas 100 pessoas lá contando com quem tava na fila e quem tava dando voltas, fugindo do sol, etc...aquilo só lotou meesmo por volta das 16h, que vc ia pro lado onde ia ser a entrada de convidados, vencedores de promoção, etc e tals e se via um mundo de fã já completamente tensos, ansiosos, alegres, e boa parte cansada porque o sol tava muito forte e não tinha pra onde correr sem precisar deixar seu lugar na fila. 18h mais ou menos, vieram uns seguranças e o homem que creio eu, era o ‘organizador’ pra falar com o pessoal que tava na fila do acesso à pista e um pouco depois subiu um coro revoltado: não queriam liberar o uso das câmeras. Eu não sei bem o que foi dito lá porque tive que ficar no outro acesso, mas ficou todo mundo completamente revoltado; eu falei com um segurança e ele disse que poderia fotografar apenas com o celular, o que não é obviamente a mesma coisa, mas enfim...Liberaram a entrada às 20:10 e no fim, muita gente entrou com câmera entrou. Acho que boa parte levou escondido, mas muitos devem ter levado na cara do pessoal da vivo mesmo porque ninguém foi revistado; não que eu tenha visto.

Lá dentro, antes mesmo de todo mundo já estar lá dentro, começou o empurra-empurra. No começo era fraco, mas depois parecia uma onda: empurravam de trás, então do lado do Ray, daí quem estava do lado do Frank ‘jogava’ todo mundo de volta e às vezes até quem tava na frente fazia força pra trás uma vez que estava esmagado lá. Eu tinha 6 pessoas à minha frente e mal conseguia respirar, minha roupa já estava completamente encharcada de suor. Por volta de 21:30 quem estava na grade gritou que ela tava virando e pedir para pararem com empurra-empurra, mas o pedido só ia até a sexta linha pelo visto, porque parecia que quando mais se falava, mais empurravam..
Dez e cinco, acho, apagaram as luzes e a histeria começou. Abriram as cortinas e eles foram surgindo aos poucos, já tocando This Is How I Disappear, Gerard por último e com um pandeiro na mão. E quando ele parou de frente pro microfone e teve uma visão geral de tudo, arregalou os olhos, mas foi um com sorriso lindo como quem fala ‘nossa, quanta gente!’ e tá extremamente feliz por isso. E nisso continuava o empurra-empurra, junto também com a maioria do pessoal pulando; eu pulei a maioria do show involuntariamente, primeiro porque eu não conseguia me firmar de pé pra pular e segundo por estavam todos tão colados um no outro que, quando duas pessoas que estavam cada uma de um lado seu pulavam,você era impulsionado pra cima por elas hehe. Jogaram uma bandeira do Brasil no palco logo no começo, que linda e belamente posta na frente do teclado do James o show inteiro...dava uma alegria imensa olhar pra ele e ver o símbolo da nossa terra lá. No final de Disappear/começo de Dead! os seguranças tavam fazendo força contrária – e obviamente inútil – na grade; no finalzinho dela ela já tava praticamente caída. Acabou Dead e eles interromperam o show; Gerard pediu pra todo mundo ir pra trás, o que de nada adiantou e a banda saiu do palco para darem um jeito na grade. Primeiro tentaram botar barras de ferro pra manter ela afastada do palco e pediram pra todo mundo dar 5 passos para trás, sendo que você dava um para trás e era lançado dois à frente; resolveram então aproximar ela do palco e com o pouco de espaço que se abriu, todo mundo quis vir pra frente de novo e foi parcialmente contido pela corrente que os seguranças fizeram na nossa frente. Quando eles começaram a nos empurrar pra trás, meu tênis foi tirado do meu pé de algum modo que eu não sei e só não ficou por lá porque pegaram pra mim. E obviamente eu não pude calçá-lo de volta...assisti o show com ele na mão hehe. E nisso foi-se muuuito tempo, os seguranças empurrando, geral empurrando de volta, 1 passo pra trás e dois pra trás...no fim, colocaram a grade de encontro o palco, que não teria jeito de passar de lá. A única vantagem pra mim nisso tudo foi que, quando acabou, eu fiquei na grade. E Deus, é a melhor coisa do mundo! Porque é o único lugar tirando camarote e frisas em que você consegue pular, cantar, surtar e respirar tudo ao mesmo tempo! I’m Not Okay ficou sendo a melhor música desse show pra mim. Sendo que uma nova frustração não pode deixar de acontecer né. Eu fiquei de frente pro Mikey, porém bem próxima do Frank e ele tocou Not Ok boa parte ajoelhado e quando ele viu que chegou na hora de falar ‘trust me’, puxou o pedestal pra baixo e gritou...mas não eu ecoou; eu, pelo menos, só ouvi a voz dele porque ele tava a poucos centímetros de mim, mas não ouvi ecoar. E não sei se ele ficou puto com isso ou se foi normal, mas ele jogou o pedestal pra frente em seguida e, acho eu, acertou alguém. Vou pular House Of Wolves porque eu simplesmente surtei com ela e não lembro de nada a acrescentar além de que todo mundo botou fogo naquela casa realmente
No começo Mama o Gerard colocou um boá de penas amarelas que tinham jogado no começo do show e, putz! Vai ser lindo até com penas no pescoço assim longe! Huauauahuaauha e em My Way Home Is Through You foi quando eu virei pocinha com uma mera piscada de Michael James Way pra mim e é tudo que eu posso dizer dela *-* Ah, tem outra coisa: DEUS, ele é muito sexy! Aliás, as fotos não fazem jus à nenhum deles...são muito diferentes pessoalmente. Mais belos e muuito mais incríveis em palco.
Cemetery Drive foi simplesmente perfeita em todos os sentidos pra mim. Uma das duas em que eu chorei, por amar e por uns motivos pessoais. Welcome To The Black Parade foi o ápice pra mim, porque tooodo mundo cantava! Incrível, incrível, incrível. Em uma música que eu não lembro agora se foi WTTBP ou I Don’t Love You, o Frank jogou a toalha SUPER encharcada de suor na minha direção e eu consegui pegar a ponta dela...mas vieram 500 outras mãos e o resto da toalha desapareceu ali. Eu já tinha soltado porque vi que não dava pra tentar, mas o pouco que eu me afastei foi o suficiente pra que tomassem meu lugar na grade.

Headfirst For Halos foi frustrante pra mim porque até metade da música tudo que eu conseguia ouvir era o som da guitarra do Frank, que parecia estar mais alto do que todo e qualquer som não só naquela hora como em outros momentos depois; só ouvi a voz do Gerard no refrão =/

Não ouvi muita gente cantando as B-Sides, mas em Teenagers e Helera o coro era unânime e totalmente emocionante. Sleep, man! Gerard com as mãos unidas de um lado do rosto, deitado no chão...! E o solo do James entre Câncer e Desert Song...foi m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o! E Desert não ficou pra trás...coro unânime de novo, e totalmente unido com o Gerard o que era ainda mais arrepiante! E aí eu chorei de novo. Pela emoção de ver tudo aquilo se realizando, por poder olhar para cada um deles, por enfim ter caído a ficha de que eu estava realizando o sonho mais desejado da minha vida e ver que sim, eles são reais, por ter conseguido estar lá. Daí veio a voz da minha mente e estragou tudo: agora é famous e acabou. Ali eu arrasei a minha voz! Vi o Gerard jogando uma parte de tudo que havia sido jogado no palco durante o show de volta pra platéia e foi triste pra mim. Eu não queria que acabasse. Não aquela hora, não no dia seguinte, nunca! Mas acabou =/ E quando eles deixaram o palco e os seguranças apareceram, todo mundo começou a se olhar ao mesmo tempo feliz e triste e perguntar: acabou?! Acho que todo mundo pensava o mesmo que eu naquela hora.

Curti do começo ao fim, saí de lá totalmente dolorida, com as roupas encharcadas de suor, tênis na mão, totalmente descabelada, surda e rouca, porém infinitamente feliz. Eu tenho muito o que agradecer a esses caras, que fizeram o meu mês infernal ter um fim de semana mais feliz impossível  e me deram alegria para todo o resto do ano, agora mais do que nunca me fazendo ter pensamentos felizes. Eu gritei uma mesma frase inúmeras vezes durante o show, precisei gritá-la antes de acabar e acho que poucos discordarão de mim: this is the f*****g best day ever!


Thanks Dani!
Posted on 20 Feb 2008 by bullet-hotsite
Reviews Rio de Janeiro
Review do Show do Rio pelo site G1

Embalados por um rock poético e sombrio, o quinteto norte-americano do My Chemical Romance se apresentou para o público carioca na noite desta sexta-feira (15) no palco do Vivo Rio, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul. Apaixonados por música, filosofia punk e filmes de terror, a banda apresentou seus grandes sucessos em uma hora e meia de show.

Os mais de dois mil fãs que compareceram à casa de espetáculo curtiram um repertório que incluiu músicas do novo e terceiro CD, "The Black Parade”, considerado o álbum mais sombrio feito pelo grupo.

 Logo na primeira canção, “Disappear”, o vocalista Gerard Way, os guitarristas Ray Toro e Frank Iero, o baixista Mikey Way e o baterista Bob Bryar mostraram o som pesado que prevaleceu durante todo o show.

Já os penteados diferentes, o semblante choroso e os olhos pintados dos fãs, na maioria adolescente, reafirmaram o apelo “rock emo”. No entanto, a banda e parte de seus seguidores rejeitam esse rótulo, apesar de terem sido identificados por muito tempo, tanto pelo visual maquiado quanto pelo som.

 Para a jovem Fernanda Amadio, de 14 anos, o quinteto possui características que não se comparam ao estilo emo. “Sou fã e sou roqueira. Não tenho nada contra os emos, mas o nosso estilo não é esse. As letras do My Chemical Romance são agressivas demais para uma banda emo. Eles são diferentes e é por isso que são bons”, declarou a fã. 

 Companhia para todas as horas

Ao lado de muitos fãs menores de 18 anos estavam pais, tios e até avós, que fizeram questão de comparecer ao espetáculo. A professora Janaina Theberge foi com a filha Juliana, de 15 anos.Nos corredores e longe do alto som, Janaína olhava a movimentação e elogiou a organização do show. Segundo ela, a apresentação da banda no Rio "é um presente para os jovens que começam a usufruir o lado fã da vida".

Grade desaba e show é interrompido


No final de “Dead”, segunda canção, um contratempo: a grade que separa o público do palco não agüentou a pressão dos adolescentes e cedeu, obrigando os músicos a interromperem o show por 20 minutos. Apesar do susto, ninguém ficou gravemente ferido.

Assustada, a estudante Juliana Barreto, de 16 anos, contou que teve o pé direito atingido por uma das cercas. “Eu estava na frente e muito bem. De repente eu senti aquela força das pessoas empurrando e vi que a grade não estava agüentado. No final da música ela cedeu e caiu sobre o meu pé”, disse a jovem, que sofreu uma leve lesão.

De acordo com os organizadores, esse é um tipo de acidente considerado ‘normal’ durante um show de rock e com público adolescente.

Após o pedido do vocalista Gerard Way para que todos recuassem, a grade foi reforçada e o show pôde seguir para delírios dos fãs.

Surpresas

Um dos momentos altos do show foi durante a apresentação de “Teenagers”, que fez o público cantar em uníssono. Ao término da canção, o baterista Bob Bryar declarou o seu amor ao Rio de Janeiro e ao carioca.

“É uma grande experiência tocar na cidade mais maravilhosa do mundo. Obrigado por todos estarem aqui”, disse.

O final do show reservou surpresas, as luzes se apagaram e o clima pesado deu lugar ao romantismo. O quinteto apresentou “Cancer” e logo em seguida fez o público se emocionar com “Desert”, acompanhada por um piano.

Para fechar a noite com chave de ouro, o grupo tocou “Famous”, para alegria de muitos fãs que vieram de longe só para o evento

“Eu vou ficar sem minha festa de 15 anos, mas eu tive algo melhor. Por essa banda eu sou capaz de tudo. Eu tinha que vir no primeiro show deles no Brasil e tenho certeza de que isso eu vou levar para a minha vida inteira”, contou a mineira Ligia Lopes, de 14 anos.

O quinteto segue para Curitiba, onde fará um show no dia 17 de fevereiro, no Hellooch. Nos dias 18 e19 de fevereiro será a vez de São Paulo receber a banda na Via Funchal.         

Confira o set-list do show no Rio:

Intro
Disappear
Dead
Not OK
House of Wolves
Mama
Way Home
Cemetery
Black Parade
I Don't Love You
Give em Hell
Headfirst
Sharpest
Kill all
Prison
Teenagers
Helena
Sleep
Cancer
Desert
Famous

Para a matéria original, clique aqui.


Posted on 16 Feb 2008 by bullet-hotsite
Reviews Rio de Janeiro
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